domingo, 27 de outubro de 2013

PESQUISA NO COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR ANTONIO LEMOS DE ARAÚJO  -  CACEQUI  -  SURDO/MUDO

Rodolfo Falcão, Ana Augusta, Eder Rangel e Rafael


Busca-se um estudo de caso referente a realidade das escolas  situadas na região onde os acadêmicos da Universidade Federal de Pelotas, Curso de Licenciatura a Distância de Matemática, Polo de Cacequi interagem. O grupo composto por quatro pesquisadores/educandos, através de uma pesquisa junto ao Colégio Estadual Professor Antonio Lemos de Araújo, situado na parte central do município de Cacequi, onde é matriculado um aluno, numa turma de sexto ano, que é portador de surdez (mudo), não existindo mais nenhum caso como esse na escola.
No âmbito familiar desse aluno existe outro caso da mesma deficiência, o qual foi atendido numa escola com atendimento especial na cidade de Santa Maria, portanto a família também foi subsidiada, tendo experiência para auxiliar o aluno em foco na pesquisa. Existe então na cidade de Santa Maria uma escola especializada para o atendimento de surdos, em Cacequi a APAE, que presta esse atendimento.
O aluno sabe a Língua Brasileira de Sinais – Libras,  aprendeu com a família e na APAE.
Na sala de aula, o aluno surdo não tem um profissional especializado (tradutor, intérprete) é auxiliado pelo seu sobrinho que é colega de aula e por alguns estudantes que fazem parte do seu convívio em aula e ao longo das interações foram buscando argumentos para que acontecesse a socialização, inclusive auxiliando a interação também dos professores.
As políticas públicas em relação a inclusão faz parte da estrutura educacional brasileira, porém percebe-se que para que realmente aconteça uma aprendizagem com qualidade é necessário garantir reais condições para seu atendimento. No momento que existe a matrícula de um aluno surdo na escola o poder público deve oferecer um profissional para subsidiar o referido aluno, mas na prática isso não acontece. Através de atividades filantrópicas e parceria com a comunidade existe voluntários que abraçam a causa e buscam melhores condições de integração social a esses seres humanos.
Os professores ainda não se encontram preparados para trabalhar com alunos surdos, começando pela falta de formação, pelo excessivo número de alunos em aula e pelo baixo salário que ganham, pois têm que trabalharem uma carga horária semanal elevada para que consigam compensar seus salários defasados.


3 comentários:

  1. Boa tarde,
    Sou a tutora de Libras a distância – Rubia.
    Interessante a discussão que vocês fazem com os dados encontrados na pesquisa.
    Legítimos os argumentos dos professores em relação a falta de formação, número de alunos na sala da aula, sobrecarga de trabalho e baixos salários. Entretanto, quando escolhemos uma profissão, temos que arcar com os ônus e os bônus da mesma. O poder público realmente não vem dando o suporte necessário para que os profissionais da educação trabalhem em condições plenas, a luta por parte do professorado ainda é árdua, para que todas as questões acima sejam supridas.
    Mas pensando no aluno surdo que esta lá na sala de aula, aguardando por ensinar e aprender, o que mais pode ser feito por ele além de ter um sobrinho o auxiliando durante as aulas? O que vocês pensam a esse respeito?

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  2. Olá alunos,
    Sou a Fabiane, sua tutora à distância, e analisando o conteúdo que o grupo postou, posso dizer que , achei bastante resumido o material que vocês postaram referente a pesquisa, este é um tema rico e com muitas realidades diferenciadas a serem analisadas, penso que vocês poderiam ter descrito mais a realidade em sala de aula, como:
    Será que haveria interesse por parte dos alunos ouvintes, que convivem com o colega surdo, em aprender LIBRAS?
    Que ações a escola desenvolve para melhor integrar esse aluno surdo na comunidade escolar?
    A Secretaria Municipal de Educação do Município de Cacequi, desenvolve ações referentes a inclusão de alunos surdos em suas escolas?
    Os professores, como ensinam os conteúdos a esse aluno?

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  3. Preocupamo-nos bastante com a realidade em que nos encontramos. Realmente a problemática está diante dos nossos olhos e muitas vezes sentimos os professores de mão amarradas. Mas, pensando pedagogicamente os professores deveriam fazer uma grande revolução e montar projetos onde estudariam sobre LIBRAS para terem subsídios para enfrentar um aluno portador de deficiência, porque este é bem mais preparado pela vida.
    Rodolfo

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