PESQUISA NO COLÉGIO
ESTADUAL PROFESSOR ANTONIO LEMOS DE ARAÚJO
- CACEQUI -
SURDO/MUDO
Rodolfo Falcão, Ana
Augusta, Eder Rangel e Rafael
Busca-se um
estudo de caso referente a realidade das escolas situadas na região onde os acadêmicos da
Universidade Federal de Pelotas, Curso de Licenciatura a Distância de
Matemática, Polo de Cacequi interagem. O grupo composto por quatro
pesquisadores/educandos, através de uma pesquisa junto ao Colégio Estadual Professor
Antonio Lemos de Araújo, situado na parte central do município de Cacequi, onde
é matriculado um aluno, numa turma de sexto ano, que é portador de surdez
(mudo), não existindo mais nenhum caso como esse na escola.
No âmbito
familiar desse aluno existe outro caso da mesma deficiência, o qual foi
atendido numa escola com atendimento especial na cidade de Santa Maria,
portanto a família também foi subsidiada, tendo experiência para auxiliar o
aluno em foco na pesquisa. Existe então na cidade de Santa Maria uma escola
especializada para o atendimento de surdos, em Cacequi a APAE, que presta esse
atendimento.
O aluno sabe a
Língua Brasileira de Sinais – Libras, aprendeu com a família e na APAE.
Na sala de
aula, o aluno surdo não tem um profissional especializado (tradutor,
intérprete) é auxiliado pelo seu sobrinho que é colega de aula e por alguns
estudantes que fazem parte do seu convívio em aula e ao longo das interações
foram buscando argumentos para que acontecesse a socialização, inclusive
auxiliando a interação também dos professores.
As políticas
públicas em relação a inclusão faz parte da estrutura educacional brasileira,
porém percebe-se que para que realmente aconteça uma aprendizagem com qualidade
é necessário garantir reais condições para seu atendimento. No momento que
existe a matrícula de um aluno surdo na escola o poder público deve oferecer um
profissional para subsidiar o referido aluno, mas na prática isso não acontece.
Através de atividades filantrópicas e parceria com a comunidade existe
voluntários que abraçam a causa e buscam melhores condições de integração
social a esses seres humanos.
Os professores
ainda não se encontram preparados para trabalhar com alunos surdos, começando
pela falta de formação, pelo excessivo número de alunos em aula e pelo baixo
salário que ganham, pois têm que trabalharem uma carga horária semanal elevada
para que consigam compensar seus salários defasados.


